sexta-feira, 15 de junho de 2012

A origem do futebol e o Calcio Storico Fiorentino


De onde veio o futebol que conhecemos hoje?

Muita gente acredita que nasceu na inglaterra, mas existem relatos de que havia um jogo muito parecido praticado pelos gregos por volta do século I A.C. chamado Episkiros.

Soldados gregos eram divididos em duas equipes de nove jogadores e jogavam num terreno de formato retangular e usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia.

Quando os romanos dominaram a Grécia, conheceram o Episkiros, porém incluiram uma atuação muito mais violenta surgindo assim uma versão chamada Harpastum, muito jogado na dade média. Logo depois surgiu o Gioco del Calcio praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos da praça usando tanto os pés quanto as mãos. A violência era muito comum e haviam relatos de mortes entre os jogadores. O jogo tinha muito a cara de um jogo de rugby jogado por gladiadores.

Isso levou o rei Eduardo II a decretar uma lei proibindo o jogo, mas integrantes da nobreza criaram um nova versão dele "light" com regras que não permitiam a violência.

O gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII dando a versão ao Folk Football, muito parecido com o da Italia, Mais tarde ele ganhou regras diferentes e foi organizado e padronizado, ganhando os moldes do que conhecemos hoje como futebol profissional. Talvez se o jogo não estivesse chegado a Inglaterra, não teriamos o futebol que conhecemos hoje, apenas jogado com os pés.

O Calcio storico fiorentino (em portugues, futebol histórico de florença) é uma versão do Gioco del Calcio que é praticado até hoje na Italia e que envolve quase toda a população local. É um jogo sem regras exatas onde os 27 pessoas do time são geralmente irmãos e primos de sangue e os adversários são seus verdadeiros inimigos.

Assim como no Palio di Siena, que a cidade é dividida em contradas, em Firenze acontece o mesmo, uma área para cada time. Quem nasce ou mora nestas áreas, teoricamente torcem e jogam pelo time.

Uma vez por ano é jogado um pequeno campeonato de 3 jogos apenas na Piazza Santa Croce em Florença, com 4 equipes: Santa Croce / Azzurri (Azuis), Santa Maria Novella / Rossi (Vermelhos), Santo Spirito / Bianchi (Brancos), San Giovanni / Verdi (Verdes)

Amanhã começam os jogos deste ano, dois jogos neste final de semana e a grande final no dia 24/06:

- bianchi vs verdi - sabato 16 giugno 2012 h. 17.00 - piazza santa croce - firenze
- azzurri vs rossi - domenica 17 giugno 2012 h. 17.00 - piazza santa croce - firenze
- finale - domenica 24 giugno 2012 h. 17.00 - piazza santa croce - firenze

Quem estiver por lá, pode conferir. Compre aqui os ingressos: http://www.boxol.it/calciostorico/IT/index.aspx?A=32822

Site oficial: http://www.calciostoricofiorentino.it/

Veja aqui dois video do calcio storico fiorentino, parecem mais batalhas do que um jogo. Muito interessante.







quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sexo, drogas e arte: Exposição Modigliani no MASP


Como diriam meus amigos, "tiquei" a  exposição do Modigliani no MASP. Já gostava de alguns quadros dele e gostei ainda mais quando vi o filme sobre ele com atuação do Andy Garcia. Sexo, Drogas e Arte. Modigliani foi como o Keith Richards para o Rock n' roll, mas no seu caso, sua arte era a mais pura expressão plástica.

A exposição é boa e simples, inclui além de famosas pinturas, algumas gravuras e esculturas, sempre mostradas em suas fases artísticas seguindo uma ordem cronológica regada a romances, álcool, haxixe e arte.

De Livorno para Florença, depois para Veneza, Paris e de Paris para o mundo. Inconformado com a falta de perspectiva cultural, Amedeo Clemente Modigliani saiu da Itália para Paris em 1906 buscando novos ares culturais, já que a Itália ficara pequena para suas aspirações.

Passou por momentos difíceis: falta de grana e consumo excessivo de álcool, muitas vezes mesmo passando fome, recusava-se a trabalhar em qualquer outra atividade que não fosse a arte.

Em umas das melhores fases chegou a esculpir para se manter economicamente e dessas esculturas surgiram alguns dos traços mais marcantes de suas pinturas: geralmente mulheres com narizes, mãos e pescoços bem alongados, cabeças menores que o corpo e olhos amendoados, porém opacos ares melancólicos com uma certa sensualidade.

Em sua passagem por Paris, envolveu-se com algumas mulheres e conheceu grandes artistas como Picasso e Renoir. Nos últimos anos de vida apaixona-se por Jeanne Hébuterne, uma pintora francesa com quem teve uma filha e que suicida-se gravida de um segundo filho logo após a morte do seu amado por tuberculose.

Modigliani morre aos 35 anos, mas deixa uma obra única.

Fica aqui a minha indignação com o MASP, que merece muito mais respeito e cuidado. Há uma grande desorganização, falta de informação, pessoal preparado e manutenção. Encontrei elevadores quebrados, goteiras, banheiros sujos, falta de guias bilíngues e etc. É triste ver o MASP assim.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Culinária da Emilia-Romagna com vinhos do piemonte


Mais uma viagem sensacional pela Europa, cerca de 8 dias na Espanha e 22 dias na Itália, onde aproveitei o tempo para dar entrada na cidadania italiana.

Obviamente que foram muitas cidades, e em cada uma delas, tenho milhares de coisas para contar, porém neste post, vou contar uma experiência gastrônomica única que valeu cada um dos 160 euros que gastei.

Passamos por várias cidades na Itália: Milano, Torino, Alba, La Morra, Barbaresco, Barolo, Serralunga D'Alba, Genova, Portofino, Monterosso Al Mare, Santa Margherita di Liguria, Lucca, Bologna, Parma, Sirmione, Brescia, Iseo, Bergamo e Como. Come-se muito bem em qualquer uma dessas comunes, mas em uma delas, talvez a menor, aproveitamos um festival gastronômico em uma vinícola para conhecer a culinária da emilia-romagna regada a vinhos piemonteses.

Tudo começou logo depois de deixar Torino, como planejado, passamos por Alba para escolher um Hotel, conhecer o local e depois as vinícolas da região. Ao dar as primeiras voltas, percebemos que era uma cidade sem graça, apesar de ser uma das maiores do Vale Langhe, região vinícola do Piemonte.

Essa é a vantagem de não reservar hotel em todas as cidades que você pretende visitar, com um carro alugado em mãos, você pode mudar de planos sem problemas. Desistindo de ficar em Alba, decidimos procurar uma cidade menor que tivesse vinhedos por todos os lados, passamos por várias, pois todas elas ficam entre 10 e 15 Kilometros uma das outras, mas como foi escurecendo, decidimos pegar qualquer uma delas por ali mesmo.

Decidimos então ficar em Serralunga D'alba, uma cidade minúscula que tem um castelo medieval e uma grande vinícola, Tenuta Fontanafredda, muito conhecida pelos complexos Barolos que faz e talvez uma das maiores de todo o Piemonte.

Foto: Serralunga D'alba (Vale Langhe - Piemonte)

Antes de embarcar para a europa, já havia olhado algumas coisas para fazer no Vale Langhe, e umas das que me chamaram atenção foi um festival gastronômico feito por esta vinícola em comemoração ao aniversário de 150 anos da republica italiana. Um festival que contava com um chef italiano diferente a cada semana - Osterie Unite D'Italia: le Cene e i Pranzi delle migliori osterie d'Italia.

Já em Serralunga D'Alba, uma cidade que pode ser conhecida a pé em 20 minutos, o que realmente valeu mesmo foi conhecer a Tenuta Fontanafredda e o festival gastronômico. Primeira coisa foi fazer a prenatazione para o jantar daquela noite: $58,00 euros por cabeça. E ai?? Caro??? Eu também achei, mas depois que fiquei sabendo do menu de degustação, o local e de como seria o jantar, achei até barato.

O evento estava marcado para as 20hs, o sol ainda estava firme e forte. De carro até o local não gastamos mais do que 5 minutos. Saímos cedo e chegamos bem na hora dos antepastos que estavam sendo servidos em uma antesala. Enquanto saboreávamos salaminos, cassoncinis e frittatines, foram sendo abertas as primeiras garafas de vinhos, todas da própria tenuta.

Éramos em um grupo de 20 pessoas no máximo contando com um enólogo da tenuta, o chef e um assistente, maitre e 3 garçons. Todos foram apresentados ali de pé mesmo com as taças na mão sem muita frescura. Depois de 6 ou 7 garrafas degustadas, fomos convidados a nos sentar às 6 mesas redondas disponíveis em um outro salão pequeno e pouco iluminado com uma decoração rústica com móveis antigos, tijolos à vista e uma enorme cozinha aberta, aquela tipo ilha, onde o chef iria fazer os pratos ali mesmo na nossa frente.

O maitre apresentou o chef desta semana chamado Massimiliano do restaurante La Sangiovesa. A cada semana, eles estavam trazendo um chef de cada região italiana e a daquela semana era da Emilia-Romagna, quase centro da Itália, conhecida região do molho a bolognesa e da autêntica Lasagna.

Lógico que não vou contar prato a prato, vinho a vinho, mas só para ter ideia do tamanho do menu, foram ao todo 4 pratos degustação, mais sobremesa e cada prato era harmonizado com um vinho da produção deles, começando pelos mais leves como o Dolceto d'alba e um espumante brut, depois o médio Nebbiolo D'alba e o último mais encorpado e complexo de todos o Barolo e pra finalizar, para a sobremesa, bebemos um Barolo chinato, que é um vinho doce para acompanhar as desserts. Não sei como não engordei nesta viagem :-)

A cada prato, o maitre explicava sobre a harmonização do conjunto e o enólogo servia os vinhos mesa a mesa contando um pouco mais de cada um. Além de comemorar os 150 anos da república italiana, a intenção desse festival é fazer com que você tenha uma ótima experiência e conheça os vinhos da Fontanafredda para depois comprá-los. Foi o que eu fiz.

Bom, vou transcrever aqui abaixo o menu completo e postar algumas foto.
E Viva a Italia!





Menu*


Antipasti

- Cassoncini alle erbe di campo
- Salamino di maiale con la piada
- Frittatine miste al vegetale
- Porchetta tradizionale

Piatti

- Tortino di formaggio squacquerone con verdure in giardiniera e crema di rucola
- Arrostino di faraona farcita al tartufo nero, con crema di patate e piselli
- Lasagne verdi al forno come vuole la tradizione in Romagna
- Coppa di Mora romagnola con purea di sedano rapa e asparagi croccanti

Dessert

- Il nostro gelato alla crema e cannella variegato alla Saba e croccante alle mandorle

Vini

- La Lepre Dolcetto di Diano d'Alba Fontanafredda
- Vigna Gatinera Brut Alta Langa Fontanafredda
- Mirafiore Langhe Nebbiolo Fontanafredda
- Paiagallo Vigna La Villa Barolo Fontanafredda
- Barolo chinato Fontanafredda


* Coloquei algumas palavras traduzidas nos comentários deste post
















sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SAC da prefeitura de São Paulo

Em um desses papos de almoço aqui no trabalho falamos sobre como nós brasileiros somos acomodados no sentido de não questionar, de não irmos atrás dos nossos direitos como cidadão e de como essas coisas não funcionam no Brasil, geralmente porque a população tem descrédito na administração pública.

Acabei me lembrando de uma história que não pode ser considerado um case de sucesso, mas vale com exemplo de como vale a pena ir atrás e fazer valer nossos direitos.

Eu sempre fui adepto de que para mudar alguma coisa por aqui, precisamos começar de dentro de casa, depois pela sua quadra, depois pela sua rua, bairro, cidade e por fim mudamos o todo.

Logo que fui morar na Vila Clementino reparei que na minha quadra não havia sequer uma arvore. Bom, na verdade tinha uma que estava morta e completamente seca, com perigo de cair na cabeça de alguém. Além disso, uma escola vizinha do meu prédio tinha feito uma reforma e praticamente destruiu a calçada, toda vez que tentava passava por lá com o carrinho de bebê, acabava desviando pela rua.

Liguei na prefeitura para fazer essas reclamações e fui informado a abrir um chamado no site deles de SAC. Nessa hora quase ri na cara da atendente, mas tudo bem, vamos tentar.

O sistema é simples, escolhe a categoria, abre o chamado e pronto tem um protocolo para o seu controle. Sistema de atendimento ao cidadão - http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp

Foram 4 chamados: Um para plantar uma arvore na frente do meu prédio, outro para remover a arvore seca, outro denunciando a calçada da escola destruida e o último para colocar algumas lixeiras na rua. Anotei todos os protocolos, mas não senti acreditei muito que poderia acontecer algo, parecia que coisa não ia passar de mais um cadastro perdido na net.

Minhas reclamações eram mais relacionadas a limpeza publica, mas você pode fazer denuncias como por exemplo uma edificação com perigo de desabar, vigilância sanitária, problemas de fiscalização com a CET, dengue e etc.

Depois de algumas semanas levantei cedo pra ir no supermercado ali na rua mesmo para comprar algumas coisinhas e vi a arvore novinha plantada ali na frente do prédio. Mais algumas semanas e a escola resolveu refazer completamente a calçada que fora destruída pela reforma, provavelmente um fiscal foi lá notificá-la. Em mais algumas semanas, a arvore seca desapareceu dando lugar a uma recém-nascida. Até o momento não reparei se as lixeiras haviam sido colocadas, mas parece ser uma questão se tempo.

Estou muito longe de querer apoiar aqui a administração publica atual, muito pelo contrário, acho de péssima qualidade, porém tenho que deixar aqui registradas as coisas positivas.

A população de São Paulo é carente de um canal de comunicação com a administração publica que realmente funcione. Deixo aqui a minha dica e espero que cada um faça a sua parte. Se todos começarmos pelas proprias ruas, logo mais teremos uma cidade muito mais limpa e bonita.

SAC Prefeitura SP:
http://sac.prefeitura.sp.gov.br/default.asp

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Fotos antigas de São Paulo: enchentes e alagamentos

Esse post é para você que achava que o São Paulo só seria alagada por conta do crescimento desenfreado, do acumulo de sujeira e dos maus tratos dos paulistanos com a sua cidade.

O lixo é responsável por 40% dos alagamentos nas grandes cidades. O crescimento desordenado da população e de construções na cidade aumenta muito o risco de enchentes, não só pela impermeabilização do nosso solo, mas pela quantidade de lixo que essa população produz.

Mas essa não é a única fonte das causas de enchentes em São Paulo. Encontrei algumas fotos antigas de grande alagamentos na cidade em uma época que a população não era nem 1/4 do que é hoje, entre as décadas de 50 e 60 a população da cidade era cerca de 28% do que é hoje. A tendência é que a coisa fique mais preocupante a cada dia que passa.

Aquecimento global? Lixo? crescimento desordenado? Como explicar as enchentes na cidade em uma época que não tínhamos esses problemas?

Será que poderíamos explicar as enchentes nessa época pela topografia da cidade? Talvez sim, o pequeno povoado que cresceu as margens dos rios Anhangabaú e Tamanduateí, tem os mesmos como seus principais agentes.

Os rios de São Paulo que originalmente corriam pela cidade, sofreram grandes mudanças por conta do crescimento desordenado e falta de planejamento urbano.

Não foi levada em consideração as exigências da natureza. Rios inteiros foram engolidos pela cidade: canalizados, desviados, cursos mudados e várzeas aterradas.

O rio Tamanduateí tinha cerca de 43 afluentes que deram origem a alguns bairros e vilas, como o Ipiranga e a Mooca. A maioria desses córregos estão completamente canalizados e transformados em coletores de esgoto.

Enquanto a administração pública não compreender a real importância que tem os rios da nossa cidade, estaremos sujeitos a grandes inundações, catástrofes que serão cada vez mais freqüentes.

Hoje a cidade que engole os nossos rios, amanhã seremos engolidos por eles.

Veja essa série de fotos antigas da cidade de São Paulo em um dos seus piores momentos de alagamentos:




Marginal Tietê, Zona Norte, 1960



Túnel do Anhangabaú, Centro, 1963



Av. 9 de Julho, Centro



Vale do Anhangabaú, 1967



Rua Teixeira Leite, Centro, 1956



Av Cruzeiro do Sul, Zona Norte - 1957

Centro da cidade



Rua General Carneiro, 1958



Piscina do Adhemar, no Anhangabaú, 1958



Bairro do Cambuci, 1935



Grande enchente de 1929



Grande enchente de 1929



Grande enchente de 1929



Bairro do Bom Retiro, Rua Benedito Junqueira Duarte, 1943



Várzea do Glicério, 1915

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cidadania Italiana, a saga continua

Documentos, certidões, requerimentos, tudo certo para o processo do reconhecimento da cidadania italiana, porém há 2 caminhos bem distintos a percorrer.

Me cadastrei no site do Consulado Italiano de São Paulo para solicitar o agendamento da entrega dos documentos solicitados para a cidadania, mas a resposta que tive não foi das mais animadoras:


Prezado Usuário,

Em relação ao seu pedido informamos que deverá comparecer no dia 12/06/2019, das 8:30h às 11:00h no Consulado Geral da Itália - São Paulo situado na Av. Paulista, 1963 munido dos documentos a serem legalizados.



Como é que é???? 2019??? Daqui a 9 anos??? Ma che cazzo?!?!?!
Pois é, esta é a fila para a legalização aqui em São Paulo, 9 anos de espera.

Como não sou de esperar muito, minha ansiedade não permite, resolvi buscar outras alternativas, empresas especializadas em assessoria no processo de reconhecimento da cidadania italiana.
Algumas são com certeza pura enganação, outras parecem ser mais sérias, mas quase todas tentam com aquele jeitinho brasileiro conseguir a legalização das certidões aqui para poder solicitar o passaporte direto na Itália.

Existem algumas discordâncias no assunto. Em uma delas, a pessoa me disse que o processo seria: retificar o documento (alterar datas e nomes na certidões de nascimentos), traduzi-los para o italiano, depois entrar com um recurso no consulado italiano para a legalização do documento, ou seja, furar a fila de espera, e só depois disso, a legalização para poder tirar o passaporte na Itália. Tudo isso pela bagatela de 18.000 reais, fora a parte italiana, que deveria ser feita em Verona.

Outra empresa me passou o valor de 9.000 reais para traduzir e legalizar os documentos no consulado, fora a parte italiana. Tudo isso sem a necessidade de retificação das certidões, para depois retirar o passaporte na Calabria.

Em outra empresa, não ficaria por menos de 12.000 reais, pois além da legalização, teria que retificar os documentos pra depois embarcar para Milano e retirar o passaporte.

Realmente, a coisa parece ser bem mais complicada do que parecia, ou espero 9 anos, ou então gasto em torno de 18.000 reais para tirar fora do país em mais ou menos 6 meses.

Ano que vem tenho um casamento em Madrid, minha cunhada vai casar lá, e posso aproveitar a viagem para tirar o meu passaporte italiano. Tudo depende do tempo e do $tempo$, com certeza vai sair, mas não sei por onde.

Vamos que vamos! A saga continua...

terça-feira, 23 de março de 2010

Receita original do molho à bolonhesa

Você sempre achou que fazer aquela macarronada à bolonhesa no domingão com a família era a opção mais simples de almoço?

Bom, aqui no Brasil pode ser, mas em Bologna na Italia é bem mais complexo.

O molho bolognesa que fazemos no Brasil e em alguns outros países, não é nem de perto como é originalmente feito na Itália, mais precisamente na cidade de Bologna, onde foi criado o ragù alla bolognese, nome original em italiano do nosso molho à bolonhesa.

Segundo os próprios bologneses, o molho vêm sido alterado e simplificado por anos e hoje apenas leva dois ingredientes da receita original italiana. A maioria das pessoas faz o molho bolonhesa com carne moída, alguns temperos (alho e cebola) e molho de tomate ao sugo (sem pedaços).

Pois bem, a primeira surpresa em relação a receita original é que a massa recomendada para acompanhar o molho é o tagliatelle e não o spaghetti como geralmente usamos.

Outra diferença é que o molho original leva leite. Madonna!!! Agora que a macarronada da nonna foi pro brejo de vez...

Veja aqui abaixo a receita original do molho à bolonhesa italiana:

300 gr Carne moída
50 gr Bacon
50 gr manteiga
2 tomates cortados em pedaços
50 gr cenoura
50 gr cebola
50 gr aipo
50 gr ervas
50 gr alho
1/2 copo de vinho branco
200 gr de leite integral

Modo de preparo:

Doure o bacon na manteiga, depois a cebola e o alho, depois junte a carne e as ervas, cenoura, aipo. Depois da carne refogada, coloque o leite e deixe ferver até reduzir, adicione os tomates e em seguida o vinho. Deixe o molho consistente e pronto. Mangia che te fá bene.

Além dos muitos ingredientes diferentes, até o modo de preparo do prato está errado. Geralmente colocamos o molho em cima do macarrão quando o prato vai à mesa. Pois bem, na receita original, o molho já é misturado à massa dentro da panela, e não no prato.

Esta receita foi patenteada pelos italianos em 1982 e ainda vem sido usada tradicionalmente por lá e em restaurantes de grandes chefs italianos. Segundo os detentores da patente, o molho é feito exclusivamente para ser usado em tagliatelles, portanto esqueça de usar em lasanhas e outras massas.

Veja aqui um video que a BBC produziu sobre o assunto.