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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Curiosidades sobre a pizza paulista

A pizza é, sem dúvida, o alimento preferido dos paulistas. Estima-se que o consumo diário no Brasil seja de 1,8 milhão de pizzas, sendo o Estado de São Paulo responsável por 53% de todo este consumo.


CONSUMO:
Para o paulistano, qualquer dia é dia de pizza! Na cidade de São Paulo, apenas 30% dos habitantes não consomem pizzas. O consumo médio mensal por habitante é de 7 unidades por mês.
Segundo pesquisa, esta é a "pizza" de sabores preferidos dos paulistanos:
  • 35% - Mozzarela 
  • 25% - Calabresa 
  • 22% - Margherita 
  • 18% - outras 
Preço médio - R$ 36,00
Preço mais caro entre - R$ 80,00 - 90,00

Eventos que aumentam pedidos via delivery:
  • Partida de futebol – aumento de 42% nos pedidos 
  • Feriados – aumento de 25% nos pedidos 
  • Dias chuvosos – aumento de 20% nos pedidos 
  • Episódios importantes em novelas e séries de TV – aumento de 13% nos pedidos 
  • Em dezembro (epoca de festas) - aumento de 15% nos pedidos

ESTABELECIMENTOS:
São mais de 12 mil pizzarias no Estado de São Paulo, faturamento anual de R$ 5 bilhões e mais de 170 mil pessoas empregadas no setor.

As pizzarias paulistas estão divididos em 3 tipos:
  • 50% - apenas delivery 
  • 44% - delivery + salão 
  •  6% - apenas salão 
Uma pizzaria delivery vende em média 1.600 pizzas por mês. Já um estabelecimento que entrega o produto na casa do cliente e serve no local comercializa 2.700 unidades. As pizzarias especializadas apenas em servir no restaurante vendem em média 3.900.


 FONTES: Hellfood, ECD e Pizzarias Unidas

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Receita fermento natural biológico pasta madre

Depois que mudei para um apartamento, deixei de ter meu forno de pizza a lenha por perto e isso acabou diminuindo bem a quantidade que eu fazia pizza em casa.

Continuo fazendo na minha sogra, mas não com tanta frequência. Resolvi voltar de vez com o meu hobby gastronômico, já estou pesquisando como colocar um forno a lenha na minha varanda.
Porem o assunto aqui é outro, resolvi investir em minha própria pasta madre, fermento biológico natural feito em casa.

Muita gente usa a pasta madre em pães e massas caseiras, existem restaurantes, pizzarias que tem a pasta madre a anos. Na Italia é comum a pasta madre passar de geração para geração, parece que quanto mais antiga, melhor ela fica.

Achei um video na web que mostra um passo a passo, muito simples. Na verdade achei muito mais simples do que eu imaginei.

RECEITA:
  •  100g de farinha 
  • 100g de agua (sem cloro) 

Em um vidro que deve ficar fechado fora da geladeira, misture bem os ingredientes e deixe 24 horas descansando. No dia seguinte, jogue fora metade da mistura e acrescente
  • 50g de farinha 
  • 50g de agua (sem cloro) 
Misture bem os ingredientes e deixe 24 horas descansando. No dia seguinte a mesma coisa e repita por 10 dias.

O video da explicação é esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5wqGd6d1F0s


Uma coisa que fazendo em casa descobri. A medida dessa receita, principalmente da agua, não esta muito bem equalizada, isso porque colocando o tanto de agua que ele fala, a pasta fica muito mole e depois a agua sobe para a superfície.

No segundo dia descobri isso e diminui a quantidade de agua, deixando a massa mais pastosa.

Essa foto aqui do lado foi tirada no dia 3, e já dá pra ver uma cultura de bacterias bem interessante.

Estou senguindo o cronograma e no fim dessa semana já terei o fermento feito, depois é só testar.

Quero primeiro testar em um pão e depois faço a massa de pizza.


Esta imagem abaixo é do dia 10 e já dá para ver como a cultura esta bem homogênea. Experimento concluído, agora é só fazer a primeira massa!





segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pizza em casa é coisa de paulista

Eu sou viciado em pizzas, tenho que assumir. Tão viciado que acabei construindo um forno de pizza no meu pequeno quintal, quase ocupando metade dele.


Será que é mania de paulista?
Em São Paulo são consumidas quarenta mil pizzas por hora, quase um milhão por dia, isso só na capital paulista, com esses números, São Paulo ocupa o segundo lugar no ranking das cidades que mais consomem pizzas, perdendo apenas para Nova York.

Quando eu era pequeno me lembro claramente dos sábados com a minha família em casa, o programa era sempre o mesmo: fazer pizza em casa e assistir um filme no vídeo-cassete, um dos primeiros comprados em todo o bairro.

Minha mãe no sábado de manhã fazia a seu roteiro em busca dos ingredientes para o preparo e dava uma passada na locadora do bairro para alugar alguns filmes.

Meu pai começava os trabalhos no fim da tarde, deixava o forno à gás esquentando minutos antes, preparava os ingredientes comprados pela mamma e começava a cortar o tomate para o preparo do molho, que ele fazia com tomate comum, com pele mesmo, jogava no liquidificador com um pouco de água e sal, batia até virar uma pasta que ele deixava descansando.
Depois começava a mistura dos ingredientes, a especialidade dele era a pizza de atum com milho e mussarela, abria todos os enlatados, deixava escorrer a água, depois em um vasilhame, ele misturava o milho, o atum, cebola bem picada e salsinha.

A massa não era feita em casa, mas ela era caseira, minha mãe comprava uma massa no supermercado que não era industrializada, semi-assada e fina, não ficava igual da pizzaria, pois não era fresca, mas dava pro gasto.

O molho era peneirado e passado na massa, que ficava em uma forma de alumínio. Depois ia direto ao forno sem recheio, apenas para secar um pouco o molho. Ele fazia isso para não deixar a massa molhada, isso acontece porque o forno convencional não chega na temperatura ideal.

Depois disso ele tirava do forno e recheava com o atum e milho, que às vezes eu roubava algumas garfadas pra comer. Depois do recheio ele cobria com mussarela, muita mussarela em fatias, e lá ia para o forno de novo, dessa vez para assar de verdade com o recheio. A pizza ficava lá quase uns 20 minutos para assar direito, depois colocava um pouco de orégano e era só comer.
Admito que não era a melhor pizza do mundo, mas era divertido ajudar ele a fazer as redondas na pia lá de casa, com o que tínhamos, até que ficava bem feitinha, mas a massa caseira ficava um pouco crocante de mais.

Vários anos depois, tentei aprimorar a técnica do meu pai e comecei tentando algo um pouco mais profissional, juntei alguns trocados e mandei fazer o forno a lenha no quintal, comprei uma pá, lenha, peguei uma boa receita de massa e caprichei nos ingredientes. Decidi que queria fazer direito, não que meu pai fizesse errado, mas ele fazia do jeito dele sem muito aparato, bem caseiro mesmo, não como é feito em pizzarias.

Bom, a grande diferença mesmo era o forno a lenha, que atinge a temperatura correta para assar a massa crua, isso era fundamental para a consistência da massa, que é uma das coisas mais difíceis de fazer, pois você precisa sovar na mão a farinha com água e fermento até e achar o ponto certo para ela crescer e não ficar dura.

Outra diferença é o molho de tomate, pois hoje eu compro tomate pelado, corto bem e mando pra panela pra cozinhar alho picado e sal. O restante é simples e parecido com o que ele fazia, com a diferença de não precisar pré-assar a massa com o molho antes, pois o forno a lenha consegue assar a massa em apenas 2 minutos.

Modestamente, minha pizza é muito boa, sempre que podemos nos reunimos em casa pra comer pizza e tomar vinho com os amigos, principalmente quando está frio. Uma das minhas especialidades é a pizza de abobrinha com queijo tipo polenghi e a margherita com manjericão fresco, mas lógico que não poderia faltar a receita do meu pai, de atum com milho.

Infelizmente, vamos ter que mudar de casa para um apartamento um pouco mais perto do nosso trabalho, para ter essa comodidade, vamos ter que abdicar do forno à lenha em casa.
São Paulo é assim, as pessoas têm que se acomodar o mais perto possível do trabalho para terem mais qualidade de vida, ou você estará fadado a perder um bom tempo no percurso.

Nossa salvação é que a minha sogra fez um forno de pizza na casa dela, no interior de São Paulo.
A tradição familiar vai continuar.