segunda-feira, 6 de julho de 2009

Palio di Siena 2009 e um pouco de história

Semana passada aconteceu a primeira corrida do Palio de Siena de 2009, a corrida de cavalos mais impressionante e empolgante do mundo, um evento regional cercado de história e tradição que acontece apenas 2 vezes por ano: dia 02 de julho (Palio di Provenzano) e dia 16 de agosto (Palio dell'Assunta), em Siena, região da toscana, na Itália.


Esta corrida acontece desde o Século XVII sem nenhuma mudança, as mesmas regras, trajes, bandeiras que desfilam em praça pública, contradas "le contrade" e o mesmo local, tudo como se fosse na idade média.

Antes de cada corrida, há um cortejo das contradas participantes “Corteo Storico” com os condutores das bandeiras “Alfieri”, que usam trajes medievais e fazem alguns malabarismos com a bandeira da amada contrada. Logo depois vem os “carabinieri” montados empunhando espadas.
A corrida acontece na principal praça de Siena, Piazza del Campo, na frente do belíssimo Palazzo Pubblico, que fica completamente lotada com os moradores e turistas que vão para Siena ver a corrida. Muitos proprietários de casas na frente da praça, alugam suas casas para os turistas verem o Palio das sacadas. A praça fica tão lotada que não é possível ver o chão da praça, apenas é possível ver a pista.

São ao todo 17 contradas, que funcionam como se fossem bairros de Siena que competem entre si. Se a pessoa nasce em um determinado local da cidade ela automaticamente pertence a aquela contrada, que possui uma sede, que geralmente fica ao lado de uma igreja do mesmo bairro, possuí uma diretoria "Seggio", um chefe chamado "Priore", tem escudo, bandeiras, estandartes das vitórias, trajes típicos das cerimônias e cores que enfeitam toda a cidade o ano inteiro quando esta contrada ganha o Palio.
São elas: Aquila, Bruco, Chiocciola, Civetta, Drago, Giraffa, Istrice, Leocorno, Lupa, Nicchio, Oca, Onda, Pantera, Selva, Tartuca, Torre e Valdimontone.

São 10 contradas que competem, 7 são inclusas automaticamente por terem sido excluídas da última corrida, e mais 3 que são sorteadas todos os anos. Os cavalos são sorteados 3 dias antes da corrida, só neste momento que as contradas sabem qual cavalo irá representá-la, depois desta definição, a contrada invoca o seu respectivo padroeiro para ajudar o cavalo e o jóquei que irão competir.

As dificuldades são imensas, a pista é coberta de areia para não machucar os cascos dos cavalos, pois o piso original da praça é uma espécie de paralelepípedo; os jóqueis não usam selas, vão sentados direto no pêlo do animal; o terreno da praça é irregular, tem um desnível de cerca de 15% em certos locais e existe uma curva bem acentuada que dependendo da velocidade, os cavaleiros ficam por ali mesmo. Por causa disso, é muito comum caírem do cavalo durante o Palio e se machucarem. Nada disso importa muito, pois mesmo caindo, se o cavalo chegar em primeiro a contrada vence a corrida. Para se ter uma idéia do perigo, em 2004 um cavalo morreu depois de sofrer uma queda durante a corrida e ser pisoteado pelos outros cavalos.


Geralmente são apenas 90 segundos de emoção e adrenalina, 3 voltas na praça que definem o campeão, depois do corrida as pessoas invadem a pista, agarram o jóquei, beijam o cavalo, rezam, pulam e gritam muito, impressionante a importância desta corrida naquela cidade.

O Palio não é uma manifestação turística organizada com fins lucrativos. Siena respira o Palio assim como o Brasil respira o futebol, quando estive lá, em todo o estabelecimento que entrava havia a bandeira de determinada contrada, assim como nós vestimos a camisa do nosso time de futebol, os Sieneses “Senesi” vestem as cores da sua contrada, camisetas e cachecóis pelas ruas da cidade. Quase toda a cidade é enfeitada de bandeiras e estandartes da contrada vencedora, é impressionante como eles levam a sério esta corrida e como a cidade pára para ver o espetáculo.

Este ano a Contrada della Tartuca ganhou o Palio com uma certa folga. Veja o vídeo aqui:


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Navio Aquitaine e a imigração para a América do Sul

De acordo com o documento que encontrei no Memorial do Imigrante do Bráz, meu bisavô italiano chegou no porto de Santos no dia 19 de setembro de 1891, provavelmente partindo do Porto de Genova. Giovanni Della Negra (Pai, 50 anos), Antonio Della Negra (filho, 10 anos), Giuseppe Della Negra - mio bisnonno (filho, 8 anos), Catarina Della Negra (filha, 12 anos), Rosa Della negra (filha, 14 anos) e Teresa Spirea (esposa, 49 anos).

A familia Della Negra naquele momento estava colocando os pés no Brasil.

Todos eles atravessaram o Oceano Atlântico, trazendo tudo o que podiam em uma aventura de mais ou menos 25 dias abordo de um navio a vapor chamado Aquitaine.

O navio "Aquitaine" foi um vapor francês de 1988 toneladas, contruído pela SGTM (Sunderland Shipbuilding Co.) da Inglaterra a pedido da Société Générale de Transports Maritimes a Vapeur de Marseille.
Este navio fazia a linha entre Europa - América do Sul, mais precisamente saia de Marseilles (França) e provavelmente passava em Genova (Itália) para pegar mais passageiros, depois mais uma parada em Valencia (Espanha) e só depois seguia para a América do Sul com destinos finais: Rio de Janeiro, Santos (Brasil) e Buenos Aires (Argentina). O Navio apesar de ser a vapor, possuía 2 mastros e uma chaminé e tinha uma velocidade média de 12,5 nós marítimos. Em 1908 foi comprado pela France-Amerique Line e depois afundado na França em 1927.


Esta longa viagem no vapor me lembrou muito um filme chamado "Nuovomondo" que retrata a imigração italiana para os Estados Unidos desde a pobreza em terras italianas até o desembarque na América, mostrando fielmente como a viagem é terrivelmente desagradavel e desgastante.

Os aventureiros ficavam muitas vezes expremidos nos porões dos navios em pequenas camas, sem espaço, sem luz, sem janelas, rodeados de ratos, adoecendo e infelizmente padecendo, muitos não chegando a tão esperado destino final. Muito bom este filme, vale a pena assistir.
Filme: Nuovomondo (2006)

Logo após o desembarque no porto de Santos, meus ascendentes italianos pegaram o trem da São Paulo Railway que fazia linha de Santos a Jundiaí, porém, no meio do caminho, desceram no Brás para se identificarem na Hospedaria (atual Memorial do Imigrante), onde ficariam de 3 a 6 dias para fazer o cadastro de imigração, contrato de trabalho para trabalhar nas fazendas de café, tomar banho, fazer exames, tratar os dentes e cortar o cabelo para depois seguirem adiante.

De acordo com algumas fontes e parentes, meu bisavô acabou indo pra Sousas trabalhar nas lavouras de café, muito perto de Campinas e depois de alguns anos foram para São Caetano do Sul para trabalhar em uma olaria.
Pois é, a saga continua...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Músicas Italianas dos anos 60 - Jerry Adriani?

Nunca pensei que fosse ouvir Jerry Adriani na minha vida. Pior, além de ouvir, estou aqui confessando publicamente. Cazzo!
Bom, já que admiti, devo explicar então o que aconteceu.

Gosto muito de música italiana, principalmente as dos anos 60 que competiam com os ingleses e americanos de igual pra igual. Gosto também de algumas bandas atuais italianas, mas o filet mignon esta realmente nos anos 60: Rita Pavone, Pepino de Capri, Bobby Solo (o Elvis italiano), Domenico Modugno, Gianni Morandi, Sergio Endrigo, Edoardo Vianello, Jimmy Fontana, entre outros.
Estava disposto a achar alguns álbum legais para escutar, coisa velha, mais coisa fina.

Googando muito, achei um site bem completo, separado por cantor e ano de lançamento da música. Você pode escutar o som e ainda acompanhar lendo a letra da música em italiano. Muito bom pra quem pretende aprender a língua.
Veja aqui: http://italiasempre.com/verpor/mp32.htm

Pois bem, voltando ao Jerry Adriani, nesta minha buscas por algumas músicas italianas, encontrei um álbum do cantor de 1964 chamado "Italianíssimo", e vi que todas as músicas eram italianas cantadas em italiano. Bom, neste caso fui atrás do álbum pra escutar, e não é que o cara cantava muito bem em italiano....Muito bom mesmo!

O sucesso na época foi tanto que no mesmo ano, ele lançou um outro álbum também só com músicas italianas chamado "Credi a Me". Descendente de italianos e criado pela avó, teve sempre desde cedo o contato com a língua e por isso começou a carreira cantando em italiano, além de gostar muito do idioma e das canções que ouvia cantadas pela nonna.

Não conheço a carreira dele completa, apenas conheci estes 2 álbuns, e posso falar que pra quem gosta de música italiana dos anos 60, os 2 são ótimos, sendo que o primeiro é ainda melhor.
Vale a pena escutar pra quem gosta.

terça-feira, 26 de maio de 2009

São Paulo abandonada, restaurada e reciclada

Um amigo meu me passou dois links bem interessantes sobre o patrimônio paulista.

O site São Paulo Abandonada mostra alguns locais da cidade que foram abandonados pelo poder público, casas, casarões, monumentos, fontes, praças, coretos, vielas e passarelas, tudo em perfeito estado de deterioração e degradação. Fatos para lamentar...
O site é baseado em fotos, mas também é informativo.
URL:
http://saopauloabandonada.com.br/

Muito legal a iniciativa dos criadores do site, uma forma de protesto virtual e que total apoio do Italianada em Sampa. Além disso eles mantêm um fórum de discussão sobre o assunto no Yahoo Groups.

Os mesmos criadores do site acima também criaram o site São Paulo Restaurada, quem tem um lado mais investigativo com artigos e notícias sobre a cidade que restaura e ao mesmo tempo degrada o seu patrimônio. Vale a pena conferir as matérias e os comentários gerados pelos internautas. Mais uma bela iniciativa da equipe que se auto-define como defensores do patrimônio histórico da cidade de São Paulo.
URL:
http://saopaulorestaurada.com.br/

Além desses sites que eu recebi, também vale a pena citar o trabalho da minha amiga Marina Spirandelli em seu blog: Vemos o que somos.
Paulista de sangue italiano, conta um pouco sobre as injustiças vivenciadas na cidade, ecologia, reciclagem, sustentabilidade e melhorias que podemos adotar como cidadãos.

Vale a pena colocar os 3 no favoritos do seu browser e dar uma olhadinha sempre que puder.
Você pode também seguir um dos criadores desses sites no twitter: https://twitter.com/piratininga

quinta-feira, 7 de maio de 2009

História do time mais italiano de São Paulo - Palestra Itália - Palmeiras

Em 1914, depois da visita de 2 times do futebol italiano em São paulo, Torino e Pro Vercelli, quatro italianos moradores do bairro do Brás – Luigi Cervo, Ezequiel De Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti, empolgados com a visita, resolveram fundar uma equipe de calcio (futebol em italiano) para os filhos da velha bota.

Os 4 italianos eram funcionários das Indústrias Matarazzo, reduto italianíssimo da cidade e depois da presença das duas equipes por aqui, contaram também com o apoio não só dos funcionários, como da direção da empresa. A idéia agradou toda a comunidade italiana paulistana, sendo assim surgiu a idéia de fazer uma convocação aos italianos residentes na cidade.

Na época, havia um jornal destinado aos italianos que circulavam em São Paulo, o Fanfulla, muito conhecido entre a italianada, e aproveitando este público, os 4 italianos publicaram uma nota no diário com o seguinte texto:

"Todos aqueles que desejarem participar da criação de um clube italiano de calcio (futebol) devem comparecer às 20h da Rua Marechal Deodoro, 02 para a reunião da fundação do Palestra Itália"

Neste texto fica claro que o nome já estava definido antes da convocação.

No dia 26 de agosto de 1914, em uma quarta-feira, naquela mesma hora marcada, estando presentes o número exato de 46 pessoas, foi fundado o clube Società Palestra Itália - Palestra em italiano significa Ginásio.

Dizem por ai, que neste mesmo dia a rivalidade entre Palmeiras e Corinthians também nasceu. Não se sabe ao certo se a história é verídica, mas entre essas 46 pessoas que fundaram o Palestra, alguns eram ex-sócios insatisfeitos que acabariam de se desligar do clube Costela Corinthiana (Corinthians) para ajudar a fundar um clube em São Paulo que representasse o povo italiano. Há quem diga também que depois de uma grave crise no Costela Corinthiana em 1914, italianos passaram a frequentar o palestra, decidindo aderir ao mais novo time da colônia. Além disso, o Palestra recebe o reforço de oito jogadores do Corinthians, todos de origem italiana, neste caso a divisão entre corinthianos e palestrinos acaba dividindo muitas famílias italianas que sempre penderam mais para o lado do palestra.

Teoricamente, participar de um clube ou de uma agremiação é também estabelecer um rivalidade com os demais, ou seja, um modo de criar uma identidade cultural, econômica e social. Assim como no caso do Palmeiras X Corinthias, segue aqui alguns exemplos clássicos no mundo esportivo como o Rangers X Celtics (protestantes anti-católicos x minoria pobre e imigrantes católicos), o Roma X Lazio (cidade eterna x região rural) ou então o Barcelona X Real Madrid (nação catalã x Castela e Franco).

A criação do clube Palestra Itália em São Paulo, foi exatamente isso: os italianos estabeleceram um vínculo, algo concreto que fazia referencia a sua origem de um povo pobre e batalhador que chegara em São Paulo para substituir a mão de obra escrava brasileira. Assim como os escravos criaram o samba, capoeira, expressões musicais e culturais que representavam o seu povo, o clube Palestra Itália fez o mesmo pelo povo italiano de São Paulo, trouxe de volta um gostinho da sua terra natal, valores culturais e união.

A italianada estava em festa em São Paulo com o anuncio da criação do novo clube, mesmo já havendo na época alguns pequenos clubes que representassem a colônia como o Ruggerone FC (da Água Branca) e o Ítalo FC. Em 1914 também foi fundado o FC Bersaglieri (com sede na rua Vergueiro, 402), Societá Calcistica Florentia, a AC Lazio, o Savóia, o Roma e o Itália Foot-Ball Club. Apesar deste número grande de pequenos clubes, a maioria não vingou e nenhum deles havia realmente conquistado os imigrantes italianos como o fez o Palestra, embora muito influenciados pela elite italiana, pelo peso político dos diretores das Indústrias Matarazzo e de seus funcionários, transformando-o, anos mais tarde, no representante oficial da colônia.

A criação do palestra em São paulo também influenciou outras colonias italianas espalhadas pelo Brasil a fundarem também os seus clubes próprios, como o Cruzeiro em Minas Gerais e o Paraná Clube no estado do Paraná, todos eles fundados com o mesmo nome Società Sportiva Palestra Italia.

Nos primeiros meses, o futebol era apenas para a recreação de associados, em um campo alugado na Vila Mariana, onde é hoje a Vila Clementino, muito próximo ao Parque do Ibirapuera. Provavelmente o campo deveria ser este:

- mapa do campo na Vila Clementino - São paulo - SP

Apenas em 1915 o Palestra disputa o seu primeiro jogo amistoso, contra o Savóia de Sorocaba, também de origem italiana (que hoje é conhecido como Votorantim Futebol Clube). A primeira camisa era verde, com uma larga faixa horizontal branca e um escudo com a cruz de Savóia do lado esquerdo do peito. Em 1916 o clube já disputa o seu primeiro jogo no campeonato da Associação Paulista de Esportes Atléticos, contra a Associação Atlética Mackenzie College com a escalação: Fabrini; Grimaldi e Ricco (o capitão); Fabbi II, Bianco e De Biase; Gobbato, Valle II, Vescovini, Bernardini e Cestari.

Em 26 de Abril de 1920, o Palestra compra o estádio e os 150 mil metros quadrados do terreno pertencente à Companhia Antarctica Paulista, que foi contruído para o lazer dos seus funcionários, depois de passar pelo controle do Germânia (clube de origem alemã) e do antigo América F.C., que depois de dificuldades financeiras, passou a sublocar alguns horários para outras equipes. Foi assim que em 1917 o Palestra Itália começou a mandar seus jogos no Parque da Antarctica, dividindo horários de treinos com o América F.C.

O clube que começara pequeno, agora tem campo próprio, sede e alguns títulos em sua recente história, alguns de forma indiscutível como o de 1926 com 9 partidas, 9 vitórias, 33 gols e o de 1932 conquistando o "Paulista" de forma invicta, e com a melhor campanha da história da competição: 11 jogos, 11 vitórias, 48 gols pró e apenas oito gols contra. O primeiro jogo internacional do Palestra se deu contra a Seleção Paraguaia em 26/10/1922 com uma vitória do Palestra por 4 x 1.

Depois de várias pequenas reformas no estádio, em 13 de Agosto de 1933, na partida Palestra Itália 6 x 0 Bangu, pelo Torneio Rio-São Paulo, o Parque Antarctica é reinaugurado com o nome de "Stadium Palestra Itália: maior e mais moderno estádio de futebol do país", com capacidade para 30 mil torcedores.

Entre 1935 e 1937, o Palestra começa a se tornar conhecido fora do país ao disputar amistosos contra o Boca Juniors, Estudiantes, Huracán e Velez da Argentina e do Espanyol, da Espanha, além de quebrar o recorde brasileiro de partidas invictas, permanecendo 43 jogos sem perder.

Em 1942, o clube teve de mudar de nome por causa da "Segunda Guerra Mundial". Nenhuma entidade esportiva brasileira podia ter o nome de outros países, que estivessem na guerra ou não. Governo ameaçou o clube de confiscar todos os bens e leiloar caso as exigência não fossem cumpridas. Neste grande impasse entra o rival São Paulo FC, que se aproveitando da situação e de sua falta de estádio, acusou os palestrinos de associação como o fascismo italiano e o nazismo apoiando o governo brasileiro a desapropriar seus bens e assim levar o Parque Antarctica a leilão. Isso apenas serviu para acirrar a rivalidade entre os 2 clubes, pois o Paletra não deixaria que isto acontecesse.

O Palestra então teve de procurar outra denominação que não "Itália" e passou a se chamar "Palestra de São Paulo", porém a justiça implicou novamente com o nome "Palestra" e depois de 6 meses uma nova mudança, agora definitiva, para "Palmeiras", depois de uma longa sessão que varou a madrugada para a escolha do nome. A cor vermelha também foi retirada do uniforme, mantendo-se apenas o verde e branco, e no escudo foi removida a letra I, manténdo-se apenas a letra P sobre o fundo verde.

Depois de todas as exigências das autoridades atendidas, o Palmeiras entrou em campo no Domingo seguinte para decidir o título do campeonato justamente contra a equipe do São Paulo FC, em uma final épica, depois de tomar um 3 a 1, o São Paulo FC abandona o campo aos 19 minutos do segundo tempo quando ainda havia um penalti a ser batido pelo agora Palmeiras. O São paulo FC humilhado ficou sem o campo e sem o título.

Em 1951, o time conquista a Copa Rio contra a Juventus de Turim, copa criada pelo Brasil para apagar a derrota da copa de 1950 perdida em pleno Maracanã para o Uruguai e para recuperar a auto-estima do futebol brasileiro. O jogo foi realizado no Maracanã e depois da conquista do título, o Palmeiras desfilou em carro aberto pela cidade do Rio de Janeiro sendo depois recebido em São Paulo na estação Roosevelt de trem por 1 milhão de pessoas. A competição teve uma grande importância histórica reconhecida pela FIFA. Na edição do maior jornal esportivo brasileiro A Gazeta Esportiva deu como título na primeira página o seguinte: " - Palmeiras Campeão do Mundo - "

Bom, depois disso vieram mais e mais títulos e glórias...

Curiosidades:

* Mazzola (José João Altafini), ex-atacante palmeirense, é o único jogador a jogar a Copa do Mundo por duas seleções diferentes. Fez parte do primeiro grupo brasileiro campeão do mundo, em 1958, na Suécia, e em 62, por causa de sua descendência italiana, disputou a Copa do Chile pela Itália.

* O Palmeiras é um dos dois únicos times brasileiros a ceder jogadores para a Seleção Brasileira em todas as cinco Copas do Mundo vencidas pelo Brasil.

* As oito estrelas do distintivo atual fazem referência ao mês de fundação do clube, agosto, e ao número de títulos paulistas conquistados pelo clube ainda como Palestra Itália.

* O Palmeiras é o time brasileiro com maior participação em Libertadores, um total de treze, até sua última participação em 2006, tendo chegado a quatro finais. Também é a equipe do Brasil que possui mais partidas no torneio e mais gols marcados.

* O Palmeiras foi o primeiro clube do Brasil a adotar um Fabricante de Material esportivo nos anos 70, a Adidas.

* Em 1965, na inauguração do Mineirão, o Palmeiras inteiro, do goleiro aos reservas, todos vestiram a camisa da seleção brasileira, para jogar um amistoso contra o Uruguai. que terminou 3x0 para o Brasil-Palmeiras.

* De acordo com o estatuto do clube, só merecem a homenagem os atletas que nunca jogaram contra o Palmeiras, por isso, apenas três jogadores têm seus bustos nos jardins da sede social do Parque Antarctica: Junqueira, Waldemar Fiúme e Ademir da Guia.


Hino do Palestra Itália

Cantando em coro a victoria
que vem de nosso valor,
Palestrinos - para a Glória,
Para a Glória e para o amor.

Sob o esplendor que irradia
De nossa bandeira ideal,
vamos cheios de alegria
Para a lucta franca e leal

Que da nossa mocidade
Fulga em doce aspiração
Da victoria a claridade,
Da Glória o nosso brazão...

Do nosso peito a aurea offerta,
Do valor de todos nós
Há de florir forte e certa
De um canto a rutila voz...

Que a bandeira scintillando
Com um brilho matinal
Fique bem alto pairando
A nossa Glória immortal!


Hino do Palmeiras atual

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra



Sede do palestra Itália em 1915


Apresentação do uniforme - 1915


Primeiro jogo oficial em 1916 contra o Mackenzie



Time de 1920, campeão paulista

Gazeta esportiva depois da goleda do palmeiras por 8 x 0 em cima do Corinthians - 1933

Entrada do time com a bandeira do Brasil, primeira partida como Palmeiras - 1942

Comemoração nos vestiários depois do jogo da lama



Foto area do parque antarctica



Foto da seleção brasileira no mineirão, time completo do palmeiras do goleiro aos reservas


Torcida do palmeiras no palestra itália com as cores da bandeira da Itália


Video da matéria da Gazzetta Dello Sport sobre o Palmeiras




Video da história do Palmeiras (arquivo record)






Video da história do Palmeiras (TAM nas nuvens)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Memória paulistana

Recebi um PPT que achei bem interessante, olha que não sou de abrir PPTs por email, geralmente deleto sem ver, mas este aqui é bem nostálgico e mostra a nossa cidade em diversos momentos históricos.

As fotos antigas a seguir foram tiradas desse PPT, apesar de não estarem em uma qualidade boa, vale a pena conferir os marcos da cidade de São Paulo, momentos que dificilmente voltaremos a ver por aqui (quem sabe meu filho possa ver).

Interessante ver as plantas da cidade de 1810 e depois de 1890 em um crescimento espetacular de ruas e avenidas, o trânsito de Ford Bigodes na Paulista, o grande movimento de carros no Vale do anhangabaú já na década de 50 e a lotação de pessoas nos bondes da cidades. Algumas das peculiaridades da cidade que estavam prestes a acontecer.

Destaques também para: Praça da república com o lago limpo, o rio tietê navegável, a catedral da Sé em construção e uma foto da avenida São João de 1952, colorida, que parece muito com algumas ruas de San Francisco na Califórnia, por causa dos bondes.

No final, para fechar, algumas pinturas que retratam momentos de uma cidade que deixou de ser cidade para virar mega metrópole.

Gustare!

PLANTA DA CIDADE DE SÃO PAULO levantada pelo Capº de Engenheiros RUEINO JOSÉ FELIZARDO E COSTA em 1810. População estimada: 25.000 habitantes e 4.000 fogos (residências) – zonas urbana (aprox. 1/3) e rural (aprox. 2/3)




PLANTA DA CIDADE DE SÃO PAULO E SEUS ARRABALDES – 1890 - População: 64.934 habitantes – zonas urbana e rural




LARGO DA SÉ – FINAL DO SÉCULO XIX





COLOCAÇÃO DOS TRILHOS DE BONDE NA R. DIREITA - 1900





INAUGURAÇÃO DA LINHA DE BONDE BOM RETIRO - 1900





CARNAVAL NA RUA DIREITA - 1905





RUA MARANHÃO – HIGIENÓPOLIS - 1905






ESQUINA DAS RUAS SÃO BENTO E DIREITA - 1908







RUA DA BOA MORTE (Atual RUA DO CARMO) – 1910 (Antigo caminho dos escravos para o suplício)





PRAÇA DA REPÚBLICA - 1914






RUA 15 DE NOVEMBRO - 1915





RUA DIREITA - 1916






PASSEIO DOMINICAL NO RIO TIETÊ - 1917






LARGO SÃO FRANCISCO – 1918 (Escola de Comércio Álvares Penteado)






VIADUTO DO CHÁ E TEATRO MUNICIPAL - 1919






VIADUTO SANTA IFIGÊNIA - 1920





VIADUTO DO CHÁ – DÉCADA DE 20






LARGO DE SÃO BENTO – DÉCADA DE 20






CARNAVAL NA AV. PAULISTA – 1926






FÁBRICA DA FORD – BOM RETIRO - 1927






AV. PAULISTA - 1928 (já com trânsito)




PONTE DA CASA VERDE – 1930





EDIFÍCIO MARTINELLI – DÉCADA DE 30




DIRIGÍVEL ZEPPELIN SOBREVOANDO O ANHANGABAÚ - 1936






LOJA DO MAPPIN (PRAÇA DO PATRIARCA) – 1937





BONDE LOTADO NA SÉ - 1937 (lotação da época)






PRAÇA DA SÉ COM A CATEDRAL EM CONSTRUÇÃO – 1938






TRIANON E TÚNEL 9 DE JULHO - 1940






INAUGURAÇÃO DA VIA ANCHIETA - 1947





VALE DO ANHANGABAÚ – DÉCADA DE 50 (já mostrando o grande volume de carros)





ANHANGABAÚ - 1951





CARTÃO POSTAL DO VALE DO ANHANGABAÚ - 1952






AV. SÃO JOÃO - 1952 (parece San Francisco CA)




3 MOMENTOS DA AV. RANGEL PESTANA (ANTIGA LADEIRA DO CARMO)





ESQUINA DA AVENIDAS IPIRANGA E SÃO JOÃO - 1954






PINTURAS




VISTA DA CIDADE DE SÃO PAULO – 1823 - Aquarela do artista inglês Edmund Pink






LADEIRA DO ACRE (FUTURA AV. SÃO JOÃO) – 1820 - Aquarela de J. B. Debret






VALE DO ANHANGABAÚ, VIADUTO DO CHÁ, TEATRO MUNICIPAL E HOTEL ESPLANADA - Pinturas do artista baiano Henrique Passos






PASSEIO PELO RIO TIETÊ - Pinturas do artista baiano Henrique Passos






ESTAÇÃO DA LUZ - Pinturas do artista baiano Henrique Passos





AVENIDA SÃO JOÃO - Pinturas do artista baiano Henrique Passos