A familia Della Negra naquele momento estava colocando os pés no Brasil.
Todos eles atravessaram o Oceano Atlântico, trazendo tudo o que podiam em uma aventura de mais ou menos 25 dias abordo de um navio a vapor chamado Aquitaine.
O navio "Aquitaine" foi um vapor francês de 1988 toneladas, contruído pela SGTM (Sunderland Shipbuilding Co.) da Inglaterra a pedido da Société Générale de Transports Maritimes a Vapeur de Marseille.Este navio fazia a linha entre Europa - América do Sul, mais precisamente saia de Marseilles (França) e provavelmente passava em Genova (Itália) para pegar mais passageiros, depois mais uma parada em Valencia (Espanha) e só depois seguia para a América do Sul com destinos finais: Rio de Janeiro, Santos (Brasil) e Buenos Aires (Argentina). O Navio apesar de ser a vapor, possuía 2 mastros e uma chaminé e tinha uma velocidade média de 12,5 nós marítimos. Em 1908 foi comprado pela France-Amerique Line e depois afundado na França em 1927.
Esta longa viagem no vapor me lembrou muito um filme chamado "Nuovomondo" que retrata a imigração italiana para os Estados Unidos desde a pobreza em terras italianas até o desembarque na América, mostrando fielmente como a viagem é terrivelmente desagradavel e desgastante.Os aventureiros ficavam muitas vezes expremidos nos porões dos navios em pequenas camas, sem espaço, sem luz, sem janelas, rodeados de ratos, adoecendo e infelizmente padecendo, muitos não chegando a tão esperado destino final. Muito bom este filme, vale a pena assistir.
Filme: Nuovomondo (2006)
Logo após o desembarque no porto de Santos, meus ascendentes italianos pegaram o trem da São Paulo Railway que fazia linha de Santos a Jundiaí, porém, no meio do caminho, desceram no Brás para se identificarem na Hospedaria (atual Memorial do Imigrante), onde ficariam de 3 a 6 dias para fazer o cadastro de imigração, contrato de trabalho para trabalhar nas fazendas de café, tomar banho, fazer exames, tratar os dentes e cortar o cabelo para depois seguirem adiante.
De acordo com algumas fontes e parentes, meu bisavô acabou indo pra Sousas trabalhar nas lavouras de café, muito perto de Campinas e depois de alguns anos foram para São Caetano do Sul para trabalhar em uma olaria.
Pois é, a saga continua...

5 comentários:
MEU BISNONO TAMBÉM CHEGOU AO BRASIL AQUITAINE. ELE DESEMBARCOU NO BRASIL EM 1895 E FOI PARA PORTO FELIZ ONDE NASCEU MEU AVO E MEU PAI. DOMENICO RICCHI DESEMBARCOU COM A ESPOSA E TRÊS FILHOS POIS O CAÇULA FALECEU DURANTE A VIAGEM E FOI JOGADO AO MAR.
Fiquei chocado ao saber que o vapor aquitaine submergiu nos mares da França.Meu bisavô Giuseppe Ciampaglia, minha bisavó Maria Prodossimo, meu avô Stefano Ciampaglia, meu tio-avô Pietro Ciampaglia, vieram nele para o Brasil em 1901, de Genova, também estiveram na Hospedaria São Paulo, e foram trabalhar na Fazenda Dumont em Ribeirão Preto, que era a maior fazenda de café do mundo, na época, com 5,7 milhões de pés de café e mais de 90 km de estrada de ferro.Era proprietário da fazenda Henrique Dumont, pai de Santos Dumont.
Meus avós maternos, espanhóis de Málaga,imigraram para o Brasil em 1913, no navio "Aquitaine", desembarcando em Santos no dia 5 de dezembro. Vieram como imigrantes subvencionados pelo governo de São Paulo, tendo embarcado em Gibraltar, possessão inglesa, uma vez que o governo espanhol proibira a emigração subvencionada para o Brasil. Andaluzia não podia ficar sem sua mão de obra barata. Era um jeito de reter os trabalhadores.
O imigrante subvencionado, ao desembarcar em Santos, era embarcado num trem especial da São Paulo Railway, cujas portas eram trancadas, abertas somente na estação da Hospedaria dos Imigrantes. Dali, 2 a 3 dias depois, eram enviados às fazendas de café do interior, com base em listas de requisição de mão de obra enviadas à Hospedaria pelos fazendeiros.
Minha família foi enviada para a estação de Bragança Paulista e lá recolhida por um fazendeiro da Serra das Araras. Mais tarde, passou para a fazenda de João Gomes, no bairro da Rosa Mendes, no hoje município de Pinhalzinho (SP).
Trato da imigração italiana e menciono o navio "Aquitaine" com base nos dados que colhi no arquivo do National Maritime Museum, em Londres, nos meus livros: "Subúrbio" (1992), "O Imaginário na Imigração Italiana" (2003), "O Cativeiro da Terra" (2010). JOSÉ DE SOUZA MARTINS
Meu pai chegou ao Brasil em 1913, nesse navio, oriundo da Espanha. Se alguém se dispuser a pesquisar, vai descobrir que o Aquitaine fez inúmeras viagens ao Brasil, trazendo principalmente espanhóis, portugueses e italianos.
meus bisos manuel gonçalez fernandez e Antonia Infante e seus filhos ,tambem chegaram no brasil no aquitaine em 18/09/1905 no porto de santos.Minha avo Anna Gonçalez Infante era muito criança Naturais de Malaga Ficaram no brasil.todos as crianças cresceram e contituiram familia.minha avo casou com o espanhol Francisco lopes sanches e tiveram 5 filhos francisco lopes gonçalez,maria lopes gonçalez,Vasco lopes gonçalez ,esses tres ja falecidos.Minha tia anna LOPes gonçalez e meu querido papaizinho Fermino lopes gonçalez.Posso garantir sou brasileira mas o sangue espanhol pulsa forte em minhas veias.
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