quarta-feira, 10 de junho de 2009

Navio Aquitaine e a imigração para a América do Sul

De acordo com o documento que encontrei no Memorial do Imigrante do Bráz, meu bisavô italiano chegou no porto de Santos no dia 19 de setembro de 1891, provavelmente partindo do Porto de Genova. Giovanni Della Negra (Pai, 50 anos), Antonio Della Negra (filho, 10 anos), Giuseppe Della Negra - mio bisnonno (filho, 8 anos), Catarina Della Negra (filha, 12 anos), Rosa Della negra (filha, 14 anos) e Teresa Spirea (esposa, 49 anos).

A familia Della Negra naquele momento estava colocando os pés no Brasil.

Todos eles atravessaram o Oceano Atlântico, trazendo tudo o que podiam em uma aventura de mais ou menos 25 dias abordo de um navio a vapor chamado Aquitaine.

O navio "Aquitaine" foi um vapor francês de 1988 toneladas, contruído pela SGTM (Sunderland Shipbuilding Co.) da Inglaterra a pedido da Société Générale de Transports Maritimes a Vapeur de Marseille.
Este navio fazia a linha entre Europa - América do Sul, mais precisamente saia de Marseilles (França) e provavelmente passava em Genova (Itália) para pegar mais passageiros, depois mais uma parada em Valencia (Espanha) e só depois seguia para a América do Sul com destinos finais: Rio de Janeiro, Santos (Brasil) e Buenos Aires (Argentina). O Navio apesar de ser a vapor, possuía 2 mastros e uma chaminé e tinha uma velocidade média de 12,5 nós marítimos. Em 1908 foi comprado pela France-Amerique Line e depois afundado na França em 1927.


Esta longa viagem no vapor me lembrou muito um filme chamado "Nuovomondo" que retrata a imigração italiana para os Estados Unidos desde a pobreza em terras italianas até o desembarque na América, mostrando fielmente como a viagem é terrivelmente desagradavel e desgastante.

Os aventureiros ficavam muitas vezes expremidos nos porões dos navios em pequenas camas, sem espaço, sem luz, sem janelas, rodeados de ratos, adoecendo e infelizmente padecendo, muitos não chegando a tão esperado destino final. Muito bom este filme, vale a pena assistir.
Filme: Nuovomondo (2006)

Logo após o desembarque no porto de Santos, meus ascendentes italianos pegaram o trem da São Paulo Railway que fazia linha de Santos a Jundiaí, porém, no meio do caminho, desceram no Brás para se identificarem na Hospedaria (atual Memorial do Imigrante), onde ficariam de 3 a 6 dias para fazer o cadastro de imigração, contrato de trabalho para trabalhar nas fazendas de café, tomar banho, fazer exames, tratar os dentes e cortar o cabelo para depois seguirem adiante.

De acordo com algumas fontes e parentes, meu bisavô acabou indo pra Sousas trabalhar nas lavouras de café, muito perto de Campinas e depois de alguns anos foram para São Caetano do Sul para trabalhar em uma olaria.
Pois é, a saga continua...

17 comentários:

Wagner Gustavo disse...

MEU BISNONO TAMBÉM CHEGOU AO BRASIL AQUITAINE. ELE DESEMBARCOU NO BRASIL EM 1895 E FOI PARA PORTO FELIZ ONDE NASCEU MEU AVO E MEU PAI. DOMENICO RICCHI DESEMBARCOU COM A ESPOSA E TRÊS FILHOS POIS O CAÇULA FALECEU DURANTE A VIAGEM E FOI JOGADO AO MAR.

Carlos disse...

Fiquei chocado ao saber que o vapor aquitaine submergiu nos mares da França.Meu bisavô Giuseppe Ciampaglia, minha bisavó Maria Prodossimo, meu avô Stefano Ciampaglia, meu tio-avô Pietro Ciampaglia, vieram nele para o Brasil em 1901, de Genova, também estiveram na Hospedaria São Paulo, e foram trabalhar na Fazenda Dumont em Ribeirão Preto, que era a maior fazenda de café do mundo, na época, com 5,7 milhões de pés de café e mais de 90 km de estrada de ferro.Era proprietário da fazenda Henrique Dumont, pai de Santos Dumont.

José de Souza Martins disse...

Meus avós maternos, espanhóis de Málaga,imigraram para o Brasil em 1913, no navio "Aquitaine", desembarcando em Santos no dia 5 de dezembro. Vieram como imigrantes subvencionados pelo governo de São Paulo, tendo embarcado em Gibraltar, possessão inglesa, uma vez que o governo espanhol proibira a emigração subvencionada para o Brasil. Andaluzia não podia ficar sem sua mão de obra barata. Era um jeito de reter os trabalhadores.
O imigrante subvencionado, ao desembarcar em Santos, era embarcado num trem especial da São Paulo Railway, cujas portas eram trancadas, abertas somente na estação da Hospedaria dos Imigrantes. Dali, 2 a 3 dias depois, eram enviados às fazendas de café do interior, com base em listas de requisição de mão de obra enviadas à Hospedaria pelos fazendeiros.
Minha família foi enviada para a estação de Bragança Paulista e lá recolhida por um fazendeiro da Serra das Araras. Mais tarde, passou para a fazenda de João Gomes, no bairro da Rosa Mendes, no hoje município de Pinhalzinho (SP).
Trato da imigração italiana e menciono o navio "Aquitaine" com base nos dados que colhi no arquivo do National Maritime Museum, em Londres, nos meus livros: "Subúrbio" (1992), "O Imaginário na Imigração Italiana" (2003), "O Cativeiro da Terra" (2010). JOSÉ DE SOUZA MARTINS

Reinaldo disse...

Meu pai chegou ao Brasil em 1913, nesse navio, oriundo da Espanha. Se alguém se dispuser a pesquisar, vai descobrir que o Aquitaine fez inúmeras viagens ao Brasil, trazendo principalmente espanhóis, portugueses e italianos.

Helena disse...

meus bisos manuel gonçalez fernandez e Antonia Infante e seus filhos ,tambem chegaram no brasil no aquitaine em 18/09/1905 no porto de santos.Minha avo Anna Gonçalez Infante era muito criança Naturais de Malaga Ficaram no brasil.todos as crianças cresceram e contituiram familia.minha avo casou com o espanhol Francisco lopes sanches e tiveram 5 filhos francisco lopes gonçalez,maria lopes gonçalez,Vasco lopes gonçalez ,esses tres ja falecidos.Minha tia anna LOPes gonçalez e meu querido papaizinho Fermino lopes gonçalez.Posso garantir sou brasileira mas o sangue espanhol pulsa forte em minhas veias.

Robson Molina disse...

Meus avós espanhóis também chegaram no Aquitaine em 2012, procedentes do porto de Gibraltar. Mauricio Molina Matías y Adelaide Gimenéz Pérez ...

riverostar disse...

Meu avô, JUAN FERRER RIVERO, chegou, em 04/05/1898, ao Brasil, vindo da Espanha, no vapor Aquitaine. Veio com a primeira esposa, Felisa de 19 anos, e o filho de 2 meses Manoel; ambos morreram na gripe espanhola, cerca de 1918.

riverostar disse...

Meu avô, JUAN FERRER RIVERO, chegou, em 04/05/1898, ao Brasil, vindo da Espanha, no vapor Aquitaine. Veio com a primeira esposa, Felisa de 19 anos, e o filho de 2 meses Manoel; ambos morreram na gripe espanhola, cerca de 1918.

WAGNER ROCHA disse...

ola estou a procura de alguns antepassados de minha esposa, consegui localizar pelo www.familyseach, a avo de nomeMATHILDE TELIO BUENO A BISAVO ANNA TELIO E BISAVO JOSE TELIO, SEI QUE FORAM ENVIADOS A PORTOFELIZ -SP ELES SÃO ORIUNDOS DE ESPANHA MALAGA SE ALGUEM SOUBER MAIS ALGUNS DETALHES OU QUE SEJA PARENTE ENTRE EM CONTATO NO WAGSEL@IG.COM.BR

Psycok disse...

Meus bisavós maternos, Juan Belasque Morandi e sua mulher Anna Maria Sanchez y Sanchez, de Cullar, embarcaram no vapor Aquitaine, no porto de Valência, em 26/08/1906 e desembarcaram em Santos em 17/09/1906.O destino foi Dourado - SP, fazenda de Dr. Carlos Botelho. Dali foram para Nova Europa e após para Londrina - PR. Quero contato com seus descendentes.

Anônimo disse...

Meus bisavós desembarcaram em santos dia 19/05/1912 com sua família mariana carmelo luigi guisasse e dolores
dolores chegou com um ano de idade de ilha de malta
dolores e minha avo materma
Dolores attard
Eles desembarcaram no porto de santos e foram para são paulo
gostaria de saber se tem algum attard de ilha de malta que veio apos esta data para o brasil

GISELA MARRICCHI disse...

MEU BISA TB VEIO NELE EM 1898 PARA BRASIL... POREM A FAMILIA NAO TEM NENHUMA FOTO DELES QNDO CHEGARAM AQUI... ALGUEM SABERIA ME DIZER SE EXISTE ALGUM SITE QUE PODERIA ME AJUDAR A ENCONTRAR FOTOS DESSE PERIODO? BEM SE ALGUEM SOUBER PODE FALAR COMIGO PELO WHATS 35 91341613 OBRIGADA PESSOAL E SUCESSO A TODOS AI QUE ESTÃO CORRENDO ATRAZ DO SEUS OBJETIVOS... ABRAÇOS

DOMINGOS PIRES disse...

GOSTARIA QUE ALGUEM ME AJUDASSE NA PESQUISA SOBRE MEU AVÔ EMILIANO NAVARRO, NATURAL DE MÁLAGA ESPANHA. CHEGOU AO BRASIL NA DÉCADA DE 1910/1920 INDO TRABALHAR NA LAVOURA DE CAFÉ EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA SP. GOSTARIA DE DADOS DE SUA CHEGADA AO BRASIL COMO DATA PRECISA E DOCUMENTOS. SE ALGUEM FOR DESCENDENTE DELE TAMBÉM GOSTARIA DE ME CORRESPONDER.

Unknown disse...

Faço parte deste nobre grupo de descendentes dos bravos imigrantes, que tiveram de deixar sua terra por um lugar ao sol, "Per fare L'America " !
Meu bisavô GIUSEPPE PIETROLUONGO, e os irmãos Antonio e Luigi, vieram de Sant'Antimo - NAPOLI, desembarcando no Porto do Rio de janeiro em 2 de abril de 1893, à bordo do Vapor Aquitaine.

Luiz Fernando Pietroluongo
Santos - SP

Fernando bivanco bera disse...

Meu avô Fernando Vivancos izquierdo, avó yhusta Martinez Vivancos Vera, meu tio Antônio Vivancos Vera e Gerônimo Vivancos Vera + Eulália Vivancos Vera, chegaram em santos com o navio aquitaine no dia 07 de agosto de 1912 e foram encaminhados para fazenda Mandaguari em santa cruz do rio pardo SP do coronel Carrasco, Antônio evangelista vulgo Tunico lista.

Fernando bivanco bera disse...

Meu avô Fernando Vivancos izquierdo, avó yhusta Martinez Vivancos Vera, meu tio Antônio Vivancos Vera e Gerônimo Vivancos Vera + Eulália Vivancos Vera, chegaram em santos com o navio aquitaine no dia 07 de agosto de 1912 e foram encaminhados para fazenda Mandaguari em santa cruz do rio pardo SP do coronel Carrasco, Antônio evangelista vulgo Tunico lista.procedentes de mazarron Espanha.

Daniel Toia - Montes de Oca (Sta. Fé) disse...

Hola, mis abuelos José Gabriel Díaz Mateo y mi abuela Rafaela Murcia (ella llegó con otro nombre: Dolores Meca Mendez) llegaron en el Aquitaine el 14 de setiembre de 1913 a Santos y luego al Memorial dos inmigrantes de Sao Paulo, provenientes de Murcia (España). Se embarcaron en Gibraltar con pasaje subsidiado por la Empresa de reclutamientos Lucas Imossi (tengo el documento). Sé que mi abuelo estuvo empleado en una fazenda, me gustaría saber si alguien me puede ayudar para conseguir más datos, si se puede saber en qué fazenda estuvo trabajando y algunos otros datos.