terça-feira, 18 de março de 2014

Il Piatto pasta artigianale rotisseria empório e restaurante


Definitivamente comer uma boa pasta por um bom preço, só em mezzo roticceria e mezzo ristorante.
Minha teoria é que eles ganham dos 2 lados e dessa forma tem como praticar um ótimos preços. O que vai para a rotisseria e não é vendido, eles usam no restaurante (antes do vencimento) no piatto del giorno. Simples assim.

Não sei se essa é a formula do Il Piatto, um lugar relativamente novo no Brooklin situado em um local bem movimentado do bairro (quase esquina da Guaraiuva com a Padre Antonio), mas que traz uma certa tranquilidade ao sentar em uma das cerca de 10 mesas do restaurante.
Alem do restaurante, a rotisseria e o emporio estão ali no balcão para quem quiser levar uma de suas massas artesanais, molhos, azeites, antipasti e etc.

O lugar é bem tranquilo, guardanapo de pano (essencial!!), oferecem vinho em taça e no menu todo dia tem o "piatto del giorno" por um bom preço para os padrões de São Paulo: R$ 36,50 por uma entrada, primo piatto, secondo piatto e sobremesa.
Caso você não goste do prato do dia, vá para as opções de pastas e carnes. Não é um cardápio complexo e nem fantástico, ideal para almoço executivo.

Já fui tres vezes para almoçar no local e uma delas levei pra casa um ravioli recheado de brie e zucchine, que ficou ótimo com molho triplo burro :-)
Vale a pena experimentar, quem estiver no brooklin

http://www.ilpiattomassas.com.br/
End.
Rua Guaraiúva, 776 – Brooklin - SP
Fones:(11) 2359.4988 / 2359.4927
contato@ilpiattomassas.com.br


terça-feira, 23 de julho de 2013

Fotos antigas da cidade de São Paulo

Recordar é viver!

Aqui uma pequena exposição digital de fotos de uma São Paulo que já se foi. Muita coisa já foi demolida, modificada, outras ainda estão de pé, porém completamente desfiguradas ou rodeadas de uma outra cidade.

São fotos raras e impressionantes como as 2 pontes do chá (antiga e a nova), Theatro Municipal logo após a inauguração, construção da Estação da Luz, Palacete Santa Helena demolido em 1971, Charrete de Lhama no Parque da Aclimação e muito mais!

Saudosa Maloca!


1919, trecho do Cambuci Avenida D. Pedro I - Ao fundo Museu do Ipiranga
A Nova York da América do Sul, Prédio Martinelli

Acidente entre locomotiva do Tramway da Cantareira e ônibus coletivo na zona norte 1944
Aeroporto de Congonhas na década de 1950
Antigo estádio da Portuguesa, no mesmo local onde hoje está o Estádio do Canindé anos 60

Avenida Paulista em 1976
Avenida Rangel Pestana (centro-bairro) - Estação Roosevelt ao fundo
Avenida São João em meados da década de 40
Avenidas General Olímpio da Silveira e São João  Década de 50
Bonde na Av. São João
Capela de São Miguel Arcanjo (São Miguel Paulista) década de 30
Vista geral Cidade de São Paulo em 1915
Colégio Ateneu Ruy Barbosa, 1927
Esplanada do Trianon - Início do século 20
Estação da Luz vista a partir do Parque da Luz em fotografia de 1906
Estação do Norte - Roosevelt - Brás na década de 30. A estação que mudou de nome 3 vezes.
frota de veículos de distribuição da Manteiga Aviação em 1946
fábricas da Antarctica Paulista
Jardim da Aclimação em 1920, passeio de charrete puxada por uma lhama
Largo do Socorro em 1936
o antigo e o novo Viaduto do Chá. O antigo é o da direita 1938
Obras finais da construção da Estação da Luz, em 1899
Operários trabalham em obra de construção do Viaduto Santa Ifigênia em 1910
Palacete Rodovalho, na Penha, em 1905
Palacete Santa Helena, na Praça da Sé demolida em 1971
Palácio das Indústrias - Década de 50
Ponte da Casa Verde em 1938
Porteira do Brás - Avenida Rangel Pestana
Posse de Julio Prestes, no Pátio do Colégio 1927
Praça da República - antiga Escola Normal em 1914
Praça da República em 1933
Praça João Mendes em 1914
Restaurante Gigetto na Nestor Pestana
Rua Augusta decada 70
Rua Conselheiro Crispiniano 1960
Rua da Penha (atual Avenida Penha de França) nos anos 40
Rua Florêncio de Abreu em 1903
Salão do Automóvel de 1969, no Parque do Ibirapuera
Theatro Municipal de São Paulo no início de 1912
Trincheira de paralelepípedos na Revolução de 1924
Tropas legalistas ocupam a Várzea do Carmo em 1924 - Palácio das Indústrias
Vale do Anhangabau final dos anos 40
Via Anchieta nos anos 1950
Viaduto Boa Vista, sobre a Ladeira General Carneiro
Vista aérea da Avenida 23 de Maio em 1974
Vista aérea da região central da Cidade de São Paulo em 1939
Vista da região da Praça da Bandeira e Vale do Anhangabaú ao fundo

sexta-feira, 1 de março de 2013

Agnolotti Piemontesi em São Paulo

Quer conhecer uma típica pasta piemontese? Aqui em Sampa tem um bom lugar.

 Geralmente vou ao shopping Morumbi para fazer varias coisas ao mesmo tempo na hora do almoço e um dos meus lugares prediletos é o Spaghetti Notte, um restaurante bem tradicional que fica na parte de baixo. 

Os pratos tipicamente italianos geralmente tem uma forte influência do Piemonte, mas tem um pouco de tudo. Não cheguei a provar muita coisa por lá, pois sempre quando vou, peço o mesmo prato... O Agnolotti Piemontese



 Viciei no prato, na verdade. O Agnolotti nada mais é que um tipo de raviollini de carne muito firme e al dente que é regado a um molho "Alla Piemontese" que é um de carne com vinho muito encorpado e bem reduzido, sensacional.

 É uma pasta muito típica do Piemonte, as famílias usam a carne assada do dia anterior, trituram e misturam com outros legumes e temperos para rechear o Agnolotti
O prato não tem nada de sofisticado, mas a combinação é imbatível e irresistível, tanto é que eu deixo de me aventurar em outros pratos para comer sempre o mesmo.

 Apreciem se tiverem por lá, vale a pena.

 PS: Estava pra escrever este post faz um tempinho, mas na correria do dia a dia acabei deixando passar. Na verdade faz um bom tempo que não escrevo, esse negócio de microblog, redes sociais acaba tirando o fôlego de qualquer um.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dupla cidadania: O dia em que me tornei italiano

Dia 09 de julho de 2012.
Uma belissima manhã de verão em Milão, muito sol e temperatura em torno dos 30 graus, sai do hotel no bairro de cittá studi as 8hs da manhã para a comune de Pero. Antes de chegar, uma parada para fazer fotos naquelas macchinetas no metrô, as fotos que vão ser usadas no RG italiano e no passaporte.

As 9hs chegando na comune de Pero, sou atendido por uma senhora que fez todo o procedimento. Primeiro assinei uma papelada e me fez confirmar algumas informações. Ali mesmo na hora ela já confeccionou o meu ID na minha frente.

A carteira de identidade italiana (carta d'identitá) parece uma carteirinha de vacinação com foto, ela tem validade de 10 anos e inclui algumas informações como meu endereço, cores dos olhos e do cabelo, altura e estado civil. Depois, com o RG em mãos, fui direto para Fiera Milano City em Rho onde fica localizada uma das unidade da policia federal italiana. Lá, com fotos e o selo pago, dei entrada no meu passaporte italiano que ficará pronto em 30 dias.

 Finito, uma manhã apenas para finalizar todo o processo que iniciei em 2006, quando comecei a me interessar pela ideia e resolvi começar a busca pela cidadania. A tarde fui para o centro de Milano almoçar em um ótimo restaurante, tomar um belo vinho e depois curtir mais um pouco daquela imagem da piazza del duomo e das lojas do centro.

 Eu já era italiano de coração, agora sou legalmente. Conclui uma das etapas mais importantes da minha vida.

 E foi o próprio país da bota que me deu o pontapé inicial. Não foi só a questão familiar, meu sobrenome e o meu time do coração, eu sempre me identifiquei com a cultura italiana e principalmente com a gastronomia.

Entrei em uma aventura gigantesca de emails, cartórios e consulados. Fui pra Italia conhecer a cidade natal do meu bisnonno e depois disso cheguei a desencanar da ideia por não ter tido um retorno da comune, até que recebi na minha casa a certidão de nascimento do meu bisnonno, o documento que eu precisava para iniciar os trabalhos. Foram mais 2 anos buscando documentos pelo interior paulista, onde eles chegaram a trabalhar na colheita de café, e por fim, legalizar tudo e ir para Italia começar o processo do reconhecimento.

O reconhecimento da cidadania é o reconhecimento da historia de peregrinação de muitas e muitas famílias que deixaram a Italia para viver em um país completamente diferente. Buscar as nossas raizes, de certa forma, mostra muito sobre nós mesmos e esse aprendizado me deixou cada vez mais curioso. Pra ajudar fiz 2 anos de italiano pra poder me comunicar melhor em todo o processo. Depois acabei descobrindo toda a trajetória da minha família aqui no Brasil. Fiquei sabendo que meu bisnonno morreu super cedo com 21 anos de tifóide. Depois disso mudaram de Sousas em Campinas para a movimentada São Caetano.

Assim como houve uma enorme migração de nordestinos para São paulo em busca de oportunidades, os italianos fizeram o mesmo naquela época, para varios países da America. Hoje em dia parece piada falar que vai morar em outro pais, pela facilidade de pegar um avião, arrumar a mala e pronto. Naquela época, uma viagem da Italia para o Brasil demorava 1 mês em situação precária, com ratos, falta de comida e agua e muita, muita sujeira. Era muito normal morrer cerca de 10% dos passageiros na viagem. Fico imaginando o nível de pobreza que fez um pai de família se sujeitar a arriscar a vida dos filhos em uma aventura que seguramente não teria volta.

A situação na Italia era muito ruim, passavam fome e não tinham terra, e em algumas regiões como o Veneto, de onde minha família veio, a situação era ainda pior. Além de buscarem oportunidades em outros países, alguns tentaram a sorte em outras regiões da própria italia. Conheci muito veneteses morando na lombardia. A Italia por muito tempo esqueceu dos seus cidadãos nesta época de miséria e os italianos esqueceram da Italia como sua pátria mãe. Muitos deles ao chegar no Brasil, mudaram de nome e renegaram a cidadania italiana com raiva de sua propria nação.

Tenho muito orgulho do que minha família viveu e por toda essa historia que é riquíssima e merece ser recordada. Requerer a cidadania italiana é honrar essa história, é honrar um povo que ajudou a construir a maior e mais rica cidade do Brasil.

Auguri a me!